CDC, consórcio ou leasing: veja qual se adequa melhor a sua necessidade

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CDC, consórcio ou leasing: veja qual se adequa melhor a sua necessidade

Na hora de comprar um carro, todos sabem: o ideal é pagar à vista para conseguir um bom desconto e fugir das taxas de juros e do acúmulo de dívidas. Porém, esta é uma realidade distante na vida de muitos, restando como única saída, o financiamento.
E é aí que surge a dúvida de qual é a melhor opção: CDC, Consórcio ou Leasing. Segundo dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), em 2011, 50% dos carros vendidos foram financiados por meio de CDC, 7% por consórcio e 5% por leasing. Já as vendas à vista representaram 38%.
Conheça algumas das vantagens e desvantagens de cada modalidade que devem ser analisadas para entender qual irá adequar-se melhor as suas necessidades.

 CDC

O Crédito Direto ao Consumidor, ou simplesmente CDC, é o mais simples. São créditos concedidos pelos bancos ou instituições financeiras, para pessoa física ou jurídica, para a compra do veículo. A única particularidade é que o carro é usado como garantia.
Nesta operação, o veículo fica no nome do comprador, mas alienado a instituição que emprestou o dinheiro para a aquisição. Caso deseje, o novo proprietário pode antecipar as parcelas, com descontos, ou até quitar o automóvel usando o mesmo benefício. Alguns contratos usam a própria taxa de juros para calcular o valor do desconto.
As taxas de juros são fixas e estipuladas no momento da assinatura do contrato, não há a necessidade de o cliente dar um valor de entrada e as parcelas podem variar de 3 a 60 meses. Porém, seus valores são mais altos, devido à cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 Consórcio 

Criado na década de 60 por funcionários do Banco do Brasil que queriam levantar dinheiro para a compra de carros para todos os participantes do grupo, o consórcio é mais indicado para aquelas pessoas que pretendem trocar de carro futuramente e/ou precisam poupar.
A lógica desse financiamento é que os participantes dividam, em partes iguais, o valor do carro em quantidade de parcelas a ser definida pela instituição administradora do consórcio. Mensalmente, acontece uma espécie de leilão, em que o participante que oferecer o maior lance, ou seja, pagamento antecipado de um percentual da carta de crédito, conquista o direito de levar o carro para a casa. Caso não ocorram lances, é realizado um sorteio.
As taxas cobradas na parcela do consórcio são: taxa de administração, fundo de reserva e seguro de vida (que é opcional), variando de acordo com a administradora do consórcio. Para que o veículo não perca valor de mercado, o consórcio aplica um reajuste na carta de crédito e, consequentemente, este valor é repassado na parcela.
As vantagens são os juros mais baixos e o fato do carro não ficar atrelado ao financiamento, como acontece no CDC. A desvantagem é não saber quando será sorteado, o que pode ocorrer tanto no início do consórcio como no final.

 Leasing 

O leasing não é um financiamento, mas sim algo muito parecido com um aluguel, denominado pela legislação brasileira como arrendamento mercantil.
Esta operação funciona da seguinte maneira: o cliente escolhe o carro que quer comprar; o banco ou instituição financeira paga pelo veículo e o “aluga” ao cliente por um prazo determinado. Ao término do prazo do contrato, o cliente pode optar por renovar o leasing, devolver o carro para quem lhe emprestou ou comprá-lo pagando o valor de mercado, menos as parcelas já pagas.
O prazo mínimo dos contratos é de 24 meses e o bem fica no nome da instituição financeira. Portanto, para trocá-lo ou vendê-lo, encontra-se muita burocracia. O comprador também pode ser obrigado a fazer um seguro e não terá desconto nos juros caso decida antecipar ou até quitar as parcelas.
 

Redação Despachante.com

2012-12-07T13:08:27+00:00 dezembro 7th, 2012|Carro|0 Comentários

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